No mês da campanha internacional pela conscientização e prevenção do câncer de mama, o Outubro Rosa, falar sobre a saúde da mulher é fundamental. Mas você sabia que cerca de 30% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados com a inclusão de hábitos simples no nosso cotidiano? O dado é do Instituto Nacional de Câncer (INCA), do Ministério da Saúde, que afirma que a previsão para 2020 é o diagnóstico de 66.280 novos casos da doença – que podem ser evitados com a promoção de uma vida mais saudável.

“A adoção de hábitos saudáveis vai além daquilo que a gente considera como classificação de risco da paciente. Mesmo para mulheres que não têm histórico familiar ou não tem alto risco para o desenvolvimento do câncer de mama, os hábitos saudáveis são essenciais”, explica o Dr. Lucas Budel, mastologista credenciado da Paraná Clínicas.

Hábitos como a prática de exercícios físicos, alimentação saudável e evitar o consumo de bebidas alcóolicas, bem como evitar o uso de hormônios sintéticos, podem diminuir – e muito – as chances de uma mulher ter câncer de mama.

O Dr. Lucas explica que manter o peso próximo do ideal, não fumar e não consumir bebidas alcoólicas em excesso, além de praticar exercícios físicos, pode reduzir a incidência do câncer de mama da população em 30%: “O Outubro Rosa é muito importante para a conscientização da existência da doença. Não só para alertar a mulher que tem mais de 40 anos que deve fazer mamografia, mas, também, para divulgar a existência da doença”.

Mesmo as pacientes que não estão dentro do rastreamento, que tem menos de 40 anos, podem ter câncer de mama. “É aí que entram o autoconhecimento e o autoexame. O autoexame não faz parte do rastreamento, como a mamografia, mas é parte do autoconhecimento e de ter a noção de que a doença existe”, afirma.

“O autoexame serve para a mulher aprender a identificar nodulações em sua mama, alterações na pele da mama e alterações do complexo aréolo-papilar. Através do autoexame é possível fazer o diagnóstico de lesões a partir de 1cm. Na mamografia, que é o exame de rastreamento, é possível identificar lesões abaixo de 1cm e lesões precursoras – aquelas em que identificamos calcificações na mama”, explica o especialista.

Quando devo fazer a mamografia?

Para mulheres que se encontram no risco habitual, a mamografia deve ser feita a partir dos 40 anos, uma vez por ano. Para mulheres que são consideradas como alto risco, existe o rastreamento individualizado. E quem deve definir o rastreamento deve ser o médico mastologista, em uma decisão conjunta com a paciente.

Abaixo dos 40 anos, o ideal é fazer o exame clínico, que consiste em passar por consulta com o seu mastologista ou ginecologista, para que ele identifique fatores de risco. Alguns podem ser modificáveis, como hábitos de vida, controle do peso, e outros podem ser não modificáveis, como histórico familiar. O médico, junto com a paciente, vai identificar todos os fatores de risco para verificar a partir de qual idade deve ser feito o rastreamento.

Sintomas do câncer de mama

Sinais que podem sugerir câncer de mama:

  • nodulações na mama, nódulo palpável;
  • identificação de linfo nódulos, conhecidos popularmente por “ínguas”, embaixo do braço;
  • alterações na pele da mama;
  • saída de secreção na papila, “descarga papilar”.

Tratamentos

Percebendo os sinais, a mulher deve procurar o médico. Felizmente, na maioria das vezes, a presença desses sinais não quer dizer que a paciente está com câncer de mama. Na minoria das vezes, um nódulo é um câncer de mama, de acordo com o Dr. Lucas Budel.

“Para cada diagnóstico existe um tratamento diferenciado. E mesmo para pacientes com o diagnóstico de câncer de mama, para cada mulher existe um tratamento individualizado”, afirma.

Autoexame

O autoexame é fundamental e deve ser realizado todos os meses. A importância da conscientização é muito importante para a prevenção da doença, que é tratável e tem cura nos casos iniciais.

Como fazer o autoexame

Para realizar o autoexame, siga as seguintes instruções.

Em frente ao espelho:

  • Posicione-se em frente ao espelho;
  • Observe os dois seios, primeiramente com os braços caídos;
  • Coloque as mãos na cintura fazendo força;
  • Coloque-as atrás da cabeça e observe o tamanho, posição e forma do mamilo;
  • Pressione levemente o mamilo e veja se há saída de secreção.

Em pé:

  • Levante seu braço esquerdo e apoie-o sobre a cabeça;
  • Com a mão direita esticada, examine a mama esquerda;
  • Divida o seio em faixas e analise devagar cada uma dessas faixas. Use a polpa dos dedos e não as pontas ou unhas;
  • Sinta a mama;
  • Faça movimentos circulares, de cima para baixo;
  • Repita os movimentos na outra mama.

Lembre-se sempre de conversar com o seu médico, ele saberá a melhor forma de tratar qualquer problema ou solicitar exames clínicos para diagnosticar a presença de nódulos. Mantenha o seu médico informado.

Fonte: Dr. Lucas Budel, mastologista credenciado da Paraná Clínicas.

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