O dispositivo intrauterino, ou DIU, é um método anticoncepcional de extrema eficácia. Atualmente, existem dois tipos de dispositivos que podem ser colocados: o DIU sem hormônio (DIU de cobre ou prata) e o DIU hormonal (Mirena e outros). Cada um destes métodos têm um funcionamento diferente, mas ambos com a mesma proposta. 

Tipos de DIU 

O DIU não hormonal atua alterando o ambiente dentro do útero. Ele altera o endométrio, também a secreção que existe dentro do útero e, dessa forma, cria um ambiente que não é propício para o espermatozóide nem para o óvulo se desenvolverem. Esse tipo de dispositivo tem uma atuação local no útero. 

O DIU hormonal, por sua vez, funciona a partir de uma alteração no endométrio causada pelo hormônio liberado através do dispositivo. Além disso, o DIU hormonal também causa uma alteração no ciclo menstrual, mudando o processo de ovulação. Desta forma, a mulher que usa o dispositivo hormonal fica protegida. 

DIU x pílula 

O Dr. Bruno Fogaça, ginecologista e obstetra da Paraná Clínicas, explica que as pílulas, em sua maioria, são compostas por dois hormônios e a grande diferença para o DIU é a eficácia: “O DIU Mirena e o DIU de cobre tem uma eficácia muito superior aos comprimidos. Quando observamos a taxa de falha do DIU não hormonal, por exemplo, temos 0,5% de chance de o dispositivo falhar, enquanto o DIU hormonal tem 0,3%. Os comprimidos, em geral, têm uma taxa de falha que varia de 2% a 5%, então, quando comparamos com o DIU, a taxa de falha da pílula é muito superior”. 

O Dr. Bruno também destaca a diferença sobre os efeitos colaterais dos dois métodos, explicando que a pílula pode dar alterações no estômago, causar náusea, dor de cabeça, risco de trombose e diminuição da libido. “Isso geralmente não acontece com o DIU hormonal, pois ele tem uma atuação local no útero”.

“Os comprimidos têm um efeito sistêmico sobre o corpo, o que significa que eles agem de uma maneira que afeta vários órgãos e uma das maiores queixas das mulheres que utilizam a pílula é a inibição da libido. Os DIU’s com hormônio, por sua vez, causam uma alteração muito pequena na libido, enquanto os DIU’s sem hormônio não causam nenhuma alteração neste quesito”, esclarece o especialista.

Tempo de duração

“Quando falamos de pílula ou injeção, estamos falando de métodos que têm que ser usados com frequência. A pílula, por exemplo, deve ser tomada todos os dias, a injeção todo mês ou a cada três meses. Já os DIU’s, são métodos que vão durar muitos anos. Os DIU’s hormonais têm duração de cinco anos, enquanto os de cobre duram dez anos. Então, o DIU é muito mais confortável, pois não há aquela preocupação de ter que ficar tomando a pílula todo dia”, explica o Dr. Bruno. 

Contra-indicações 

É sempre importante passar por uma avaliação com o médico ginecologista antes de decidir colocar o DIU, pois ele vai examinar a paciente e avaliar o tamanho e a posição do útero, buscando as seguintes condições antes de fazer o procedimento:

  • pacientes que tenham sangramento irregular ou sem causa específica;
  • alterações ou deformidades no útero;
  • mioma submucoso;
  • pólipo endometrial;
  • útero mal formado (ex: útero invertido);

“Para garantir uma colocação adequada e a eficácia do método, o DIU precisa ficar posicionado corretamente dentro do útero. Por isso, quando há alguma alteração nessa estrutura do útero, o DIU não é tão indicado”, explica o Dr. Bruno.

Como o DIU é colocado?

A forma de colocação é muito similar para os dois tipos de DIU, tanto o hormonal quanto o não hormonal. Costuma-se realizar o procedimento no consultório do médico ginecologista ou em centros cirúrgicos, dependendo de paciente para paciente. A colocação demora cerca de três a quatro minutos e é relativamente simples, rápida e segura. “A chance de acontecer alguma complicação após a colocação do DIU é mínima, cerca de 1%”, afirma o especialista. 

“É importante destacar que o DIU é um dos métodos mais eficazes que existem atualmente, tendo a eficácia superior à de uma laqueadura. Qualquer mulher pode colocar o DIU, desde que já tenha iniciado a sua vida sexual e não tenha contra-indicações”, completa.

Programa Nosso Momento

A Paraná Clínicas oferece, dentro do Priori, o programa Nosso Momento, que visa o acolhimento das famílias que necessitam organizar sua estrutura familiar e tem por finalidade orientar e educar nossos beneficiários quanto aos métodos contraceptivos mais adequados para cada caso, e prevenir gestações indesejadas e de alto risco. Os principais métodos utilizados são os de barreiras hormonais e cirúrgicos.

Nesse Programa esclarecemos suas dúvidas e ajudamos a escolher o melhor método para você.

Saiba mais aqui

Fonte: Dr. Bruno Fogaça, ginecologista e obstetra credenciado pela Paraná Clínicas

Leia mais:

Movimente-se: confira dicas de exercícios para a melhor idade

Fígado: doenças mais comuns, sintomas e tratamentos 

Novembro Azul: não deixe para depois o que precisa ser feito hoje