Simone nunes de Bem, assistente administrativa da Paraná Clínicas, nunca esteve tão radiante: está grávida de seis meses e meio. Após quatro anos programando a ideia de ser mãe, encontra-se finalmente na maravilhosa condição de
gestante.
A alegria é, inevitavelmente, acompanhada por alguns medos e ansiedade. “Às vezes eu acordo de madrugada e não onsigo dormir direito, porque fico pensando em muitas coisas ao mesmo tempo”, desabafa. “então eu procuro mudar o foco dos pensamentos para me distrair”, diz.
Para não correr o risco de contar sobre a aventura de ser mãe sem esquecer do lado saúde, bem estar e qualidade de vida,
entrevistamos nesta matéria a mãe de dois fi lhos e ginecologista e obstetra da Paraná Clínicas, Dra. Andrea Romagna Fernandes Coelho, que fala com conhecimento de causa sobre os dois assuntos.
A mamãe andrea nos mostra, ao longo das próximas linhas, que ter fi lhos não signifi ca “padecer no paraíso”, como se costuma pensar. a experiência ultrapassa os limites do cuidar, amamentar e educar, invadindo – sem pedir licença - os confi ns do amor incondicional. um novo filho, uma nova maneira de ver a vida. “tornamo-nos pessoas melhores”, afirma orgulhosa.
A Dra. andrea, por sua vez, ensina que é possível ter qualidade de vida após ter filhos. Praticar exercícios físicos, ter uma alimentação regrada e dormir bem é possível, desde que se defi na uma rotina diária na vida da mãe e do bebê.
“Quando temos fi lhos não somos mais donos do nosso tempo”, afirma a especialista e mãe do Mateus, de três anos, e a Gabriela, de seis meses. “se não tomarmos alguns cuidados, a nossa vida pode ficar uma bagunça e corremos o risco de nos sentirmos frustradas por não conseguir fazer nada direito”, alerta.
“Estabelecer uma rotina na vida do recém-nascido é fundamental para que os horários fi quem bem ajustados: o bebê tem uma noção mais defi nida da sequência do dia, fi ca mais calmo, come e dorme melhor. assim, a mãe tem mais tempo para si mesma e para a vida a dois”, explica.
Para a médica, a escola pode ser uma grande aliada, embora gere um pouco de insegurança no início. “no começo é difícil, parece que estamos transferindo a nossa responsabilidade, o cuidado e a educação de nossos filhos a um terceiro”, diz. “Porém, com o passar do tempo, vemos que não podemos abraçar o mundo e fazer tudo sozinhas.
Dividir os cuidados dos pequenos com outras pessoas de confiança, e isso é muito importante e ajuda a a mulher a ter mais tempo para realizar suas atividades pessoais”, afirma.
Sobre lidar com todos os sentimentos que implicam em ser mãe, a especialista afi rma: “a carga emocional é grande: um misto de sentimentos positivos e de preocupações”, revela. “É deslumbrante acompanhar e participar do crescimento daquele ser tão pequenino e indefeso”, diz.
“As preocupações são muitas: como educá-los, como torná-los felizes, como formar indivíduos íntegros e que saibam tomar decisões e escolhas corretas em suas vidas”,
conta.
Segundo simone, a mamãe de primeira viagem, a ajuda do marido é fundamental nesse momento. “Fico mais sensível em alguns momentos e o apoio e compreensão são muito importantes”. Prestes a ganhar a sua menina, ela completa: “é uma sensação indescritível. Todos os dias, desde que descobri estar grávida,
são imensamente felizes”, afirma.
Ser mãe é um mundo de novidades e mudanças. Mas todas elas podem ser contornadas e levadas para o bem.
CONHEÇA ALGUMAS DICAS:
- Os quilinhos a mais:
O aumento de peso na gestação está diretamente relacionado a quantos quilos a paciente pesava antes de engravidar.
Por meio do índice de massa corporal (iMC = peso antes de engravidar, dividido pela altura vezes dois), é possível calcular quantos quilos a paciente pode adquirir de maneira saudável. o acompanhamento de um nutricionista ajuda muito. Conte a ele sobre a sua rotina e peça para adequar uma dieta aos seus horários e ritmo de vida. A amamentação é a forma mais rápida de perder o peso ganho na gestação. após 45 ou 60 dias pós-parto, pode-se iniciar alguma atividade física com o auxílio de um profi ssional habilitado. A drenagem linfática auxilia na eliminação do excesso de líquidos e toxinas.
- Exercícios físicos:
Se a gestante já praticava atividades físicas anteriormente, é importante diminuir a intensidade nos três primeiros meses. após as 12 semanas, é permitido realizar caminhadas leves, alongamentos e exercícios na água.
A hidroginástica ajuda a relaxar a musculatura, melhora a circulação e o contribui para o bom humor.
Evite exercícios nos quais a carga cardiorrespiratória é acentuada e os que exijam prensas abdominais.
- Relações sexuais:
Se a gestante estiver confortável, não há restrições para as relações sexuais. a penetração não prejudica o bebê, que está protegido por uma bolsa d’água que amortece qualquer contato, chamada líquido amniótico.
A prática deve ser inibida em casos de sangramento vaginal, risco de abortamento, ou trabalho de parto prematuro.
A posição sexual deve ser confortável para a gestante e seu companheiro, respeitando-se as limitações do crescimento abdominal.
- Coluna:
Para evitar a dor lombar ou a lordose acentuada, não exagere no ganho de peso, use calçados confortáveis e pratique atividades físicas na água. a acupuntura, cuidados posturais e analgésicos prescritos pelo médico podem auxiliar na melhora da dor.
- O pai:
O marido e pai nunca deve ser um mero coadjuvante. É importante incluí-lo nos cuidados com o bebê, seja na hora de dar o banho, ou de fazer a criança dormir. o respeito e carinho entre o casal não pode faltar.
Por Renata Monteiro
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